"A GRAVIDEZ, O PÓS-PARTO
E A ALIMENTAÇÃO"
 

A GRAVIDEZ E O PÓS-PARTO SÃO MOMENTOS DA VIDA DE UM MULHER EM
QUE A FELICIDADE E AS DÚVIDAS E INSEGURANÇAS CAMINHAM DE MÃO
DADA. FIQUE COM AS NOSSAS DICAS PARA UMA ALIMENTAÇÃO CUIDADA E
VIVA ESTA FASE COM TRANQUILIDADE E FELICIDADE.

 

 

 

É um cliché, mas totalmente verdadeiro. A gravidez é um momento único na vida de uma mulher. Mas estar grávida não pode ser desculpa para “comer por dois”, como muitas vezes se ouve. E mesmo que haja um aumento na quantidade de alimentos que se ingere, mais do que nunca esta é uma altura para ter atenção ao que se come, pois más escolhas não só podem afetar o decorrer da gravidez, como a saúde do bebé. Mais uma vez, e como tantas vezes no que diz respeito à alimentação, o segredo é “conta, peso e medida”.
Como valor de referência, diz-se que as grávidas não devem ganhar mais de 12 a 14 quilos durante os nove meses de gestação. Mas este não é um dado absoluto: uma mulher com um índice de massa corporal de 30, ou seja, que sofra de obesidade, não deverá ganhar tantos quilos. O excesso de peso na gravidez pode ter consequências durante o parto e também levar ao nascimento de bebés demasiado grandes (macrossómicos).
A gravidez - e apesar dos muito famosos (e irracionais!) desejos - é uma boa oportunidade para uma reeducação alimentar. Afinal, os filhos são o espelho dos pais, e isto aplica-se também às escolhas nutricionais.

As grávidas devem…
- Ter particular atenção em manterem uma dieta equilibrada e variada, que inclua proteínas, hidratos de carbono, sais minerais, fibras vegetais, vitaminas e gordura.
- Ingerir cerca de 1,5 litros de água por dia.
- Comer regularmente, de forma a manter os níveis de açúcar do organismo e também para combater os enjoos no início da gravidez e a azia no final.
- Fazer um suplemento de ferro, mas apenas a partir do 2.º/ 3.º trimestres. No início, o ferro pode ser responsável por agravar os enjoos. Para potenciar a absorção consuma este suplemento juntamente com uma fonte de vitamina C, como a laranja.
- Grávidas que não ingerem lacticínios devem controlar o nível de cálcio e eventualmente recorrer a um suplemento.
- O ácido fólico deve ser reforçado durante a gravidez e idealmente até antes da mulher engravidar. Este mineral é importante no desenvolvimento do bebé e prevenção de defeitos do tubo neural e espinha bífida. Os legumes e o feijão são grandes fontes de ácido fólico e devem por isso fazer parte da alimentação das grávidas.
- As vegetarianas devem fazer, além dos reforços já previstos para as restantes grávidas, um reforço de vitamina B12, vitamina D e sal iodado.
- Consumir frutos secos por serem uma fonte de ómega 3 (mas não em excesso devido à gordura e açúcar que esses alimentos contém)
- Consumir fibras, que ajudam no combate à obstipação, frequente durante a gravidez.
- Lavar muito bem todos os alimentos crus, como frutas e legumes, e evitar carnes mal passadas e enchidos. Esta é a única forma de evitar a toxoplasmose (doença infecciosa, congénita ou adquirida provocada por um parasita chamado Toxoplasma gondii que, não sendo uma infeção grave para a saúde dos adultos, pode ter consequências graves para o bebé, afetando o seu desenvolvimento ou provocando um aborto espontâneo).

As grávidas não devem…
- Ingerir bebidas alcoólicas. O álcool atravessa a placenta e chega ao feto, podendo causar mais tarde dificuldades na aprendizagem, sendo que é difícil estimar o nível seguro de ingestão de álcool na gravidez, pelo que se opta por desaconselhá-lo.
- Ingerir em excesso bebidas com substâncias estimulantes, como café, chá preto ou coca-cola.
- Fumar ou consumir estupefacientes.
- Comer ostras ou sushi porque não são cozinhados, aumentando o risco de intoxicação alimentar por Salmonella. O mesmo se aplica a carne mal passada e ovos crus (incluindo maionese).
- Evitar o consumo de fast food, que contém um excesso de gorduras hidrogenadas, muito processadas, aditivos e sal.
- Consumir muito açúcar - 20 gramas/ dia é o valor de referência máximo - porque o risco de diabetes gestacional é real e pode implicar complicações graves para o feto.


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O PÓS-PARTO - SOBRETUDO PARA AS MULHERES QUE ESTÃO A AMAMENTAR
- NÃO É A ALTURA PARA DIETAS. BEM PELO CONTRÁRIO: AS MULHERES
QUE AMAMENTAM PRECISAM, EM MÉDIA, DE CONSUMIR MAIS 500 CALORIAS
POR DIA. MAS AINDA MAIS IMPORTANTE É GARANTIR QUE A SUA
ALIMENTAÇÃO É EQUILIBRADA E VARIADA. 


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E depois do nascimento do bebé?
O bebé nasceu, a vida mudou e muitas vezes a ansiedade toma conta da mulher. Quando voltarei a ter o meu corpo de volta? A primeira dica é simples: não tenha pressas. Dê tempo ao tempo, respeite o seu corpo e, acima de tudo, aproveite o momento mágico que está a viver.
O pós-parto - sobretudo para as mulheres que estão a amamentar - não é a altura para dietas. Bem pelo contrário: as mulheres que amamentam precisam, em média, de consumir mais 500 calorias por dia. Mas ainda mais importante é garantir que a sua alimentação é equilibrada e variada.

Durante a amamentação:
- Ingira muitos líquidos. Tenha sempre a seu lado uma garrafa de água no momento da amamentação
- As necessidades energéticas são superiores, de forma a conseguir dar resposta à amamentação. Deve fazer várias refeições ao longo do dia. É muito normal sentir um “pico” de fome logo após amamentar, mas deve resistir a alimentos pouco nutritivos.
- Inclua na sua alimentação alimentos ricos em ómega 3 (como o peixe gordo e as nozes). Este ácido pode ajudar na diminuição de sintomas da depressão pós-parto, além de também favorecer a função visual e cognitiva do bebé.
- Inclua na sua alimentação fontes de iodo como o peixe, as leguminosas, os vegetais e substituta o sal comum pelo sal iodado. Além disto, o seu médico pode sugerir o consumo de um suplemento de iodo, uma vez que, em Portugal, este é o único nutriente recomendado para ser suplementado no pós-parto.
- Não existem alimentos proibidos na amamentação. O importante é perceber o que funciona para si e para o seu bebé. Enquanto que, para algumas mães, o consumo de comida picante, por exemplo, não representa nenhum risco para a criança, noutros casos isto significa uma diarreia no mais pequeno. Esteja atenta às reações do seu bebé, como gases, choro, dificuldades em dormir.
- Ainda assim, existem alimentos que devem ser evitados, ou pelo menos, o seu consumo deve acontecer de forma espaçada da amamentação:
1. Alimentos açucarados, muito salgados ou com muita gordura
2. Bebidas alcoólicas ou com cafeína
3. Alimentos que causam alergias nos parentes próximos do bebé