LOW SUGAR: ALTERNATIVAS AO AÇUCAR BRANCO
 

AÇÚCAR DE COCO OU DE BETERRABA, GELEIA DE AGAVE, XAROPE DE ÁCER.
SÃO VÁRIAS AS ALTERNATIVAS MAIS SAUDÁVEIS AO AÇÚCAR BRANCO, UM
INIMIGO DO SEU PESO E DA SUA SAÚDE. A NUTRICIONISTA LILLIAN BARROS
DÁ-NOS A CONHECER OS SEIS AÇÚCARES NÃO REFINADOS E POR ISSO MAIS NATURAIS.


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Os 6 açúcares mais naturais
Açúcar de coco
Obtido através da seiva do coqueiro (sujeita a um processo de aquecimento que a desidrata, resultando em cristais depois usados para adoçar o alimento), o açúcar de coco é considerado um alimento minimamente processado, já que não leva conservantes nem passa por processos de refinamento e, ao nível do perfil nutricional, tem quantidades interessantes de vitaminas do complexo B (B1, B2, B3 e B6) e de minerais, como potássio, ferro e zinco. Segundo Lillian Barros, a grande vantagem deste açúcar “é a fibra inulina, que, ao fazer com que os hidratos de carbono sejam absorvidos mais lentamente, reduz o seu índice glicémico e pode, por isso, ser uma opção para diabéticos. Além disto, é considerada uma fibra prebiótica, que ajuda na manutenção e crescimento da flora intestinal”. Contudo, como qualquer outro açúcar, o seu consumo deve ser o mínimo possível: o ideal é que a sua adição seja limitada a 5% das calorias ingeridas no dia.

Açúcar da beterraba
É do xarope de beterraba branca que é obtido este açúcar e o seu processo de produção conserva a maior parte dos nutrientes desta raiz, que é rica, por exemplo, em ferro, vitamina A e C e magnésio. Por isto, o consumo deste açúcar é mais vantajoso quando comparado ao açúcar refinado, apesar de o seu índice glicémico ser também elevado. Por esse motivo, este açúcar não é recomendado a diabéticos e, relativamente às restantes pessoas, o seu consumo deve ser o mínimo possível.

Açúcar da tâmara
“A tâmara é fonte de triptofano que, entre outros efeitos, gera sensação de prazer e bem-estar, cálcio, potássio, magnésio, ferro e vitamina B5 e a preparação do seu açúcar preserva todos estes nutrientes”, afirma Lillian Barros. Comparativamente ao açúcar branco, esta é uma opção mais saudável, mais nutritiva e sem as substâncias químicas provenientes do processo de refinamento. Ainda assim, e apesar de não existir uma quantidade recomendada - isso deve ser avaliado consoante a pessoa e as suas necessidades diárias - o seu consumo deve ser feito de forma equilibrada.

 

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Geleia de agave
Uma planta de origem mexicana com um extrato amarelo e uma textura mais suave que a do mel, a agave deve a sua doçura à frutose (o mesmo tipo de açúcar presente na fruta). Esta planta possui minerais como ferro, zinco e magnésio, e embora “tenha praticamente as mesmas calorias que o açúcar, tem um poder adoçante quase duas vezes superior, o que leva a que usemos uma menor quantidade”, esclarece a nutricionista Go Natural. O seu índice glicémico é baixo, não provocando grandes aumentos nos níveis de açúcar no sangue, e pode ser consumida por todos.

Mel
É um alimento totalmente natural e, além de ser utilizado como adoçante, o mel também fortalece o sistema imunológico, melhora a capacidade digestiva e alivia a prisão de ventre. É também considerado antissético, digestivo, expetorante e calmante. No entanto, “o mel pode engordar porque tem quase as mesmas calorias que o açúcar branco: uma colher de sopa de açúcar tem cerca de 60 calorias e a mesma medida de mel tem 55 calorias. Devemos consumi-lo em pequenas quantidades, devendo ser evitado em casos de diabetes ou alergias”, salienta Lillian Barros.

Xarope de ácer
Também conhecido por maple syrup, é a seiva bruta das árvores norte-americanas, extraída no final do inverno e início da primavera. O xarope de ácer oferece um grande número de nutrientes e energia de forma natural. Contém potássio, manganês, cálcio, ferro e magnésio e possui também uma grande quantidade de antioxidantes e compostos anti-inflamatórios. Segundo a nutricionista Go Natural, “não tem contraindicações e, para quem quer perder peso, é um bom substituto do açúcar branco, já que o seu índice glicémico é um pouco menor e tem um elevado valor nutricional. Para os diabéticos é uma opção a ponderar, sob a orientação do médico ou nutricionista”.