DIETA LOW CARB: BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE
 

CONTA, PESO E MEDIDA. É ESTA A FÓRMULA IDEAL NO QUE DIZ RESPEITO
AOS HIDRATOS DE CARBONO. FUNDAMENTAIS PARA O BOM FUNCIONAMENTO
DO NOSSO CORPO, A SUA REDUÇÃO AJUDA A GERIR O PESO E A PREVENIR O
RISCO DE ALGUMAS DOENÇAS.


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Durante muito tempo considerados os “maus da fita”, os hidratos de carbono (ou açúcares, como são também conhecidos) são, na verdade, essenciais ao funcionamento do nosso organismo. Quando ingerimos alimentos que contêm este macronutriente - como pão, leguminosas, cereais, batatas, arroz - o sistema digestivo transforma a sua glicose no “combustível” de que os nossos sistemas necessitam para as suas funções quotidianas, fazendo dos hidratos de carbono a nossa principal fonte de energia. Quando não precisamos deles assim que os ingerimos, estes são armazenados nos músculos e no fígado para os “gastarmos” mais tarde. Se tal não acontecer, são transformados em gordura, podendo resultar num aumento do peso. Fazer uma boa gestão dos hidratos de carbono que ingerimos é, assim, fundamental, podendo mesmo justificar-se a adoção de uma dieta low carb (ou, em português, com baixo teor de hidratos de carbono).

Que tipos de hidratos de carbono existem
Este macronutriente, que por cada grama contém cerca de quatro calorias, pode ser dividido em dois grupos: os simples (de absorção rápida) e os complexos (de absorção lenta). No primeiro grupo inserem-se os monossacarídeos (glicose, galactose e frutose) e os dissacarídeos (lactose, maltose e sacarose), que nos dão energia logo após a ingestão, mas são pouco saciantes, levando-nos a sentir rapidamente fome outra vez. Alguns exemplos são o pão branco, os açúcares e guloseimas, mas também algumas frutas. Embora alguns destes hidratos de carbono possam ser úteis quando necessitamos de obter energia imediatamente (como durante a prática de exercício físico), quando provenientes de fontes processadas e refinadas, podem levar ao aumento do peso ou a dificultar a sua perda, assim como aumentar o risco de doenças cardíacas e da diabetes.
Já os hidratos de carbono complexos, a que pertencem os polissacarídeos (como o amido), mantêm-nos saciados por um maior período de tempo e de forma mais gradual, evitando picos de açúcar no sangue. São, por isto, considerados mais saudáveis, pois contêm mais vitaminas, minerais e fibras. A este grupo pertencem alguns frutos, legumes, leguminosas, cereais integrais, entre outros.



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Este tipo de dieta pode ajudar a prevenir, ou a melhorar, certas
doenças, como as cardiovasculares, a síndrome metabólica, a
diabetes e a tensão arterial alta.


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Os alimentos que fazem parte da dieta low carb
Numa alimentação saudável, é recomendável que os hidratos de carbono preencham a maior parte do prato, com os legumes (excetuando a batata) e a fruta a ocupar cerca de metade e os cereais integrais aproximadamente um quarto. O restante espaço deve ser ocupado pela proteína (carne, peixe, leguminosas ou frutos secos). Em termos diários, os hidratos de carbono devem corresponder a 45 a 65 por cento das calorias ingeridas - ou seja, 900 a 1300 calorias numa dieta de 2000.
Num regime low carb, embora habitualmente a ingestão deste macronutriente aumente progressivamente no decorrer da dieta, devem ser ingeridas 20 a 60 gramas por dia, o correspondente a cerca de 80 a 240 calorias. Deste modo, uma dieta low carb exclui ou reduz consideravelmente a ingestão da maior parte dos cereais, leguminosas, frutos, pães, doces, massas, vegetais ricos em amido e, por vezes, frutos secos e sementes. Por outro lado, assenta numa maior ingestão de proteína (carne, peixe, ovos) e de gorduras saudáveis, assim como de vegetais com baixo teor de amido.

Para que serve a dieta low carb
Em determinadas situações, cortar nos hidratos de carbono pode ser benéfico, como quando o objetivo é perder peso. Numa fase inicial, uma dieta low carb é uma boa forma de potenciar a perda de quilos extra e, comparativamente a uma normal ingestão de proteína, beneficia mais a perda de peso e de massa gorda. Além disso, por ser mais rica em proteína e gordura, prolonga a saciedade, levando-nos a comer menos. Este tipo de dieta pode ainda ajudar a prevenir, ou a melhorar, certas doenças, como as cardiovasculares, a síndrome metabólica, a diabetes, a pressão arterial alta, os valores do colesterol HDL (o bom) e dos triglicerídeos. É, contudo, importante não reduzir demasiado a sua ingestão, levando, por exemplo, a carências nutricionais. Para que seja feita de forma equilibrada, uma dieta low carb deve ser feita e seguida sob recomendação do seu médico ou nutricionista.